A NÉVOA SOMBRIA DE SETEMBRO ASSOLANDO O PAÍS

REUTERS / DIEGO VARA

A Névoa Sombria de Setembro Assolando o País

Setembro. Imagina só como tudo anda diferente; pior que até isso está se tornando banal. Um mês que antes trazia a promessa de dias amenos e coloridos, com a beleza da primavera chegando, agora se transforma em um pesadelo para milhões de brasileiros.

Os incêndios deixaram um rastro silencioso de destruição. Um manto de fumaça obscureceu nossos céus, avançou sobre as cidades e adentrou nossas casas. Essa névoa é mais do que uma simples cortina de fumaça — expressão tão usada em campanhas políticas — pois aqui a fumaça é literal, testemunhada a olho nu por todos.

Trata-se de um lembrete constante da fragilidade do nosso planeta. A qualidade do ar deteriorou-se drasticamente, colocando em risco a saúde pública. A inalação dessa fumaça causa tosse, irritação e agrava doenças crônicas como asma e bronquite. Hospitais estão sobrecarregados, e os mais vulneráveis — crianças e idosos — são os que mais sofrem.

A névoa é um sinal alarmante. É nitidamente notória a necessidade de prevenção, o que inclui investir em educação ambiental, fiscalizar atividades de risco e fortalecer os órgãos de combate, punindo com o rigor da lei os atos criminosos provocados deliberadamente.

A crise exige ação conjunta de governos, empresas e cidadãos. Afinal, a saúde do planeta depende de nossas ações.

É sério: a névoa que paira sobre o país é mais outro lembrete sombrio de que o futuro do planeta está em nossas mãos. É hora de agirmos antes que seja tarde demais.