OS MÉDICOS DE GAZA

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HERÓIS SOB ESCOMBROS: A RESISTÊNCIA EM GAZA

Os médicos de Gaza estão trabalhando sob condições extremamente difíceis. Eles estão sendo bombardeados, seus hospitais destruídos e continuam operando com recursos limitados. Mesmo assim, salvam vidas operando pacientes em meio aos escombros, sem o básico para a sobrevivência.

(Foto: Reprodução Reuters/Instagram: Eye On Palestine)

Esses esforços são verdadeiramente sobre-humanos. Trabalham em condições perigosas, recusando-se a desistir mesmo quando tudo parece perdido. Além dos bombardeios, enfrentam a falta absoluta de suprimentos — de medicamentos a alimentos —, a escassez de pessoal e a ausência de eletricidade e água potável.

De acordo com dados do Ministério da Saúde local, até 10 de novembro, mais de 10.000 pessoas já haviam sido mortas, incluindo cerca de 5.000 crianças. Os hospitais estão em colapso total, sobrecarregados por uma demanda incessante de feridos e doentes.

No entanto, a resistência persiste. Trabalham 24 horas por dia, 7 dias por semana, sob ameaça constante. Merecem todo o respeito, reconhecimento e admiração por sua coragem inabalável.

"Sem dúvida nenhuma, pode-se dizer sem demagogia: qualquer super-herói de quadrinhos, caso existisse, ficaria boquiaberto e admirado diante desses homens e mulheres reais."

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BOMBARDEIOS EM GAZA

(Imagem: Pixabay)

CONFLITO EM GAZA: ENTRE A GEOPOLÍTICA E A VERDADE

O líder do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah, em pronunciamento recente, alertou para a gravidade da situação em Gaza, convocando o mundo árabe a uma resposta conjunta. Nasrallah classificou as ações como genocídio e sugeriu o corte do fornecimento de petróleo e gás a Israel caso o conflito persista.

Até mesmo Joe Biden, ainda que de forma moderada, pediu a cessação da violência. No entanto, nem o clamor global, nem as manifestações populares — que incluem milhares de judeus ao redor do planeta — parecem demover Israel da mobilização armada.

Chama a atenção a postura da nossa mídia doméstica. O jornalismo convencional brasileiro, salvo raras exceções, não tem colaborado com a ética necessária, parecendo brincar com a opinião pública. Nesse cenário, filtrar a informação torna-se um exercício de sobrevivência intelectual, onde as redes sociais, por vezes, têm se mostrado mais dignas com a realidade.

"O que mais me surpreende é ver que o povo judeu, após sofrer duramente o Holocausto, parece ter esquecido as lições da história. É doloroso observar um líder judeu buscar a eliminação de outro povo. Essa reflexão sobre ser o 'povo escolhido' parece conceder a alguns o direito à exclusividade e à posse de uma verdade absoluta, como se o mundo lhes pertencesse por direito divino."