PELÉ

Pelé em 1970

SEUS DRIBLES PARALISAVAM QUALQUER UM

Pelé nasceu em 23 de outubro de 1940 em Três Corações, Minas Gerais, Brasil, com o nome de Edson Arantes do Nascimento. A mãe de Pelé, dona Celeste, completou 100 anos em novembro deste ano. Era lavadeira. Ainda vive. Também ainda não sabe da morte do filho. Por enquanto. Melhor assim (Pelé desejaria isso também)… mas a verdade é difícil esconder por muito tempo.

Pelé começou sua carreira profissional aos 15 anos no Santos Futebol Clube e se tornou uma estrela durante sua passagem pelo time, marcando 1000 gols em um total de 118 jogos. Foi o único jogador de futebol a ganhar 3 Copas do Mundo. Foi campeão em 1958, 1962 e 1970. O rei do futebol finalizou a carreira em 1977, com 1.282 gols.

Ele também jogou pelo New York Cosmos. Ele recebeu inúmeros prêmios e reconhecimentos, incluindo três Bolas de Ouro e o Prêmio Príncipe das Astúrias.

Mais detalhes sobre o Rei Pelé:

O VERDADEIRO GEORGE WASHINGTON

Retrato de George Washington

OS DOIS GEORGE WASHINGTONS

George Washington era de Virgínia. A família Washington enriquecera por meio da especulação imobiliária. O pai de Washington, por exemplo, era dono de 10 mil acres de terra, além de possuir um cargo público importante na colônia. Sim, colônia, porque, naquela época, quem mandava no pedaço (América do Norte) eram os britânicos. Na verdade, os ingleses estavam por tudo, em toda parte do mundo, querendo educar os povos a conduzirem suas carroças sentados do lado direito. Aliás, até hoje tentam fazer isso, visto que continuam com essa mania no meio automobilístico, sem falar na relutância em não prescindir da libra esterlina no mercado econômico da Euro Moeda.

Washington não teve a educação formal, sua escrita exibia pouca perspicácia, atribuindo suas deficiências e falhas à ineficácia de outras pessoas (coitados dos professores), mas aprendeu matemática, trigonometria e, lógico, agrimensura. De fato, era um desenhista e cartógrafo talentoso. Porém, cansado de só ficar medindo terras, resolveu fazer carreira militar. Deu certo. Tornou-se major e comandante distrital. Nessa ocasião, os britânicos estavam putos da cara com os franceses, imagina, eles queriam o controle do Vale do Ohio! Ó raio, sô! Não mesmo, de jeito nenhum! Os britânicos, então, logo trataram de construir fortes por todo o rio de Ohio. Os franceses, porém, não se deram por intimidados, também deram o troco: fizeram o mesmo entre o rio e o lago Erie.

Pois bem, a carreira política de George Washington coincidiu com esse conflito de controle de terras. Evidentemente estava do lado dos ingleses, se bem que ele também já andava de saco cheio com a Coroa britânica cobrando uma pesada carga de impostos para suprir a necessidade inglesa. O aumento da arrecadação era absurdo. Em suma, os colonos começaram a perceber trabalharem muito e muito pouco dinheiro no bolso. Isso era opressão. Oposto aos impostos exigidos pelo parlamento britânico às colônias, uniu forças para aprovar o ato declaratório contra a lei colonial.

Enfim, George Washington tornou-se um grande nome da história norte-americana. Na verdade, um herói da Revolução Americana, como comandante das tropas dos colonos. Ele ajudou na organização do novo país, sendo eleito o primeiro presidente dos Estados Unidos, cargo que manteve por dois mandatos. A capital dos Estados Unidos, Washington, leva esse nome em sua homenagem.

Seu nome, portanto, nada tem a ver com o George Washington de Oliveira Sousa. Este se trata de um terrorista bolsonarista que mantinha ligação direta com o acampamento da extrema-direita, montado em frente ao Quartel General, em Brasília. Foi autuado por posse e porte ilegal de arma de fogo e artefatos explosivos, e por crime contra o Estado Democrático de Direito.

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

Capa: Daqui Não Saio, Daqui Ninguém Me Tira

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

Outro livro na praça.

A história é narrada por Timbó Santero, um caipira de região inóspita, de lugar incerto e não sabido, no meio da floresta. Devido a um acontecimento trágico, ele parte de trem à cidade grande, porém, após deixar a estação, é acusado de assalto e torna-se um foragido da polícia.

Munido de computador, resolve narrar ao seu advogado os motivos pelos quais o forçaram a fugir da cidade. Mais curioso, ainda, é que ele não sabe ler nem escrever, mas acaba criando uma história terrivelmente engraçada.

LEMAS OU OBJETIVOS DOS PRESIDENTES BRASILEIROS

Faixa Presidencial

MUI SUCINTO

Deodoro da Fonseca — militar — ordem e progresso.

Floriano Peixoto — militar — política da espada.

Prudente de Morais — civil — política do café exportável.

Campos Sales — civil — política do café com leite.

Rodrigues Alves — civil — bota-abaixo.

Afonso Pena — civil — política da salvação.

Hermes da Fonseca — militar — política do café com leite (Campos Sales).

Venceslau Brás — civil — política do café com leite (Campos Sales).

Epitácio Pessoa — civil — política do encilhamento (Funding Loan).

Artur Bernardes — civil — política do desmonte.

Washington Luís — civil — governar é abrir estradas.

Getúlio Vargas (1º e 2º governo) — civil — medidas centralizadoras.

Eurico Gaspar Dutra — militar — alinhamento aos Estados Unidos (Guerra Fria).

Getúlio Vargas (3º governo) — civil — o petróleo é nosso.

Juscelino Kubitschek — civil — 50 anos em 5.

Jânio Quadros — civil — varre, varre, vassourinha.

João Goulart — civil — política de reformas de base estruturais.

Castelo Branco — militar — política do arrocho salarial.

Artur da Costa e Silva — militar — política do AI-5 (tortura).

Emílio Garrastazu Médici — militar — Brasil: ame ou deixe-o.

Ernesto Geisel — militar — continuidade sem imobilidade.

João Figueiredo — militar — plante que o João garante.

Tancredo Neves — civil — diretas já — (*) morreu antes da posse, assume o vice.

José Sarney — civil — política de desafogamento econômico.

Fernando Collor — civil — Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

Itamar Franco — civil — pluripartidarismo.

Fernando Henrique Cardoso — civil — (2 governos) — avança Brasil.

Luiz Inácio Lula da Silva (2 governos) — civil — fome zero.

Dilma Rousseff (2 governos) — civil — Brasil, pátria educadora.

Michel Temer — civil — ponte para o futuro.

Jair Bolsonaro — civil (ex-militar) — Deus, pátria, família.
(Escatológico, imbrochável😶)

CARROSSEL DE SONHOS

Capa do novo livro

Carrossel de Sonhos

Um escritor divide seu tempo entre a relação amorosa com Ludmila, o ofício de escrever e o trabalho na repartição pública. Devido à constante correria da vida, ele aluga um pequeno apartamento pra concluir o romance do qual vem escrevendo sem nunca conseguir terminá-lo por razões misteriosas. Tudo parecia indo bem até ele misturar a realidade com a ficção e algo muito estranho acontecer.

FANATISMO RELIGIOSO

Símbolos Religiosos

UM DEUS MAIS DEMOCRÁTICO

Imagine, toda a polêmica sobre qual religião possui o verdadeiro significado da fé em Deus. Se através, por exemplo, do antigo judaísmo, hinduísmo, cristianismo, islamismo, budismo, umbandismo, espiritismo, inclusive o santo daime…, enfim, muitas religiões.

Mas que tal um Deus mais democrático? Sim, tipo, um Deus aceitando todas as simbologias religiosas presentes no Estado, porém, um detalhe: sem a gente ficar disputando qual a melhor religião, porque, assim, pareceremos estar no jardim da infância disputando qual o melhor brinquedo, não é mesmo?

COPACABANA NO COMEÇO ERA ASSIM

Copacabana Antiga

COPACABANA: O CAMINHO DOS SOCÓS

Ontem, 6 de julho de 2022, o bairro de Copacabana completou 130 anos de existência. Antes de se transformar no famoso bairro que hoje conhecemos, era um lugarejo muito tranquilo, que na língua Tupi se chamava Sacopenapão caminho de socós.

Pássaro Socó

Socó é nome de um pequeno passarinho que passa o dia inteiro se alimentando de larvas de camarões e moluscos, na beira da praia, e formigas do bosque, quando se embrenha mais para dentro da mata; por isso, os indígenas chamavam essa região com este nome porque ali era um ótimo paraíso às famílias de socós. Ali viviam só de boa, só de sombra e água fresca, reproduzindo-se em abundância.

Hoje, porém, tanto Socó como Sacopenapã não existem mais, pelo menos na Copacabana que hoje acontece; obviamente, isso dada a invasão dos colonizadores e mais tarde a especulação imobiliária ao longo dos anos, de modo que esta espécie de ave precisou buscar novos refúgios mais distantes e mais sossegados por entre outras restingas litorâneas da mata atlântica. De qualquer modo, o passarinho anda cada vez menos sendo encontrado nos bosques à beira-mar, tal a ameaça de extinção, mas podendo ainda ser encontrado nas regiões de Saquarema, Búzios e na restinga de Massabamba.

Nossa Senhora de Copacabana

Pois é, Copacabana no começo era assim. Na verdade, mesmo, começou a mudar desde o período colonial da Espanha e Portugal, quando Sacopenapã também passou a ser chamado de Copacabana, que na língua dos povos Incas significa Um lugar luminoso. Ganhou esse nome em homenagem a Nossa Senhora de Copacabana, a santa padroeira na Bolívia.

A imagem da santa foi esculpida por um indígena (educação cristã) da nação remanescente do povo Inca. A imagem foi trazida por comerciantes bolivianos, então os pescadores ergueram uma capelinha no alto do rochedo em sua homenagem.

Pois bem, o local ficou muito popular, havendo inclusive romarias, isso porque o bispo dom Antonio Desterro foi salvo de um naufrágio enquanto rezava à santa por sua vida. Em homenagem a ela, em 1746, mandou construir uma igreja no lugar da modesta capelinha elaborada pelos pescadores.

Igrejinha de Copacabana

Nessa época, aliás, já havia muitas minas de prata por toda a América do Sul. Evidentemente, a igreja fora beneficiada através da exploração desse precioso minério e do comércio espalhado em todo continente. Porém, isso não aconteceu com os povos indígenas dada ao estrago causado à natureza, tanto que acabaram por imitar os socós, refugiando-se para os locais mais distantes também.

Acervo Indígena
Imagem do Acervo Aryon Rodrigues.

Aliás, com o passar dos anos, nem a igreja resistiu ao crescimento. Em 1914 ela acabou sendo demolida para dar lugar ao Forte de Copacabana.

Forte de Copacabana antigo

Hoje, o pacato paraíso de Sacopenapã se transformou no bairro internacionalmente mais conhecido e mais populoso do Brasil. Na verdade, mesmo, acabou se transformando num verdadeiro formigueiro de prédios e pessoas. Enfim, Copacabana tem muitas histórias, tem muitas magias, lendas, atrações, basta digitar este nome no Google para saber e descobrir algo mais.

Copacabana Hoje
“Copacabana, o mar eterno cantor/ Ao te beijar ficou perdido de amor/E hoje vive a murmurar só a ti/ Copacabana eu hei-de amar”, cantava o músico e poeta Tom Jobim à beira do mar.
Tom Jobim
Arte Demys Brandão by Agência Senado

CORPUS CHRISTI

Corpus Christi

CORPUS CHRISTI

No mundo católico, todos sabem do feriado em que é celebrado o Corpo de Cristo. É sempre na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Esse ritual sagrado é celebrado desde 1264. Foi o papa Urbano 4º que deu início à comemoração. Evidentemente, o Brasil nem existia nessa época, exceto os povos indígenas originários das (três) Américas, os quais já tinham seus próprios rituais sagrados, também. Todavia, com a chegada dos europeus, o 'mundo velho' iniciou a colonização sobre o 'mundo novo'. Fizeram isso no continente africano, também.

Pois é, mas o tempo passou. Estamos no terceiro milênio, século XXI. E de lá para cá muita coisa mudou, inclusive a missa de Corpus Christi, também. Aqui no Brasil, por exemplo, ela é comemorada em várias cidades brasileiras através dos tapetes de serragem. Os fiéis reproduzem artesanalmente desenhos de cálices, pães, vinhos, enfim, imagens que simbolizam o sacramento da comunhão. É um espetáculo de criatividade artística à parte, pode-se dizer. Atrai muitos católicos e turistas de modo geral.

Pois bem, em véspera de 'feriado' o 'presidente' da república federativa do Brasil, em comentário de entrevista jornalística, declara que Jesus não comprou uma pistola porque não tinha naquela época.

Que disparate. Está certo que existem muitas religiões com suas respectivas comemorações, afinal, o Brasil é fruto de misturas de vários povos continentais, portanto, várias culturas, várias tradições e crenças dogmáticas, mas declarar isso no feriado de Corpus Christi, para quê?

Está bem, falemos das armas e de Jesus, então.

Evidentemente, durante a época de Cristo não havia pistola! Aliás, a pólvora só foi descoberta no século IX, ou seja, praticamente mil anos depois de Cristo. A descoberta foi acidental. O sujeito era um chinês alquimista e a prova disso são os antigos textos com essa advertência: cuidado ao misturar certos materiais mutualmente, a coisa pode explodir.

Por outro lado, isso não quer dizer que na época de Cristo não havia armas, que tudo era só Paz e Amor. Claro que não. Naquela época já existia arma, sim, como, por exemplo, espada, punhal, faca, facão, lança, dardo, arco, flecha, arpão, besta, funda, clava, obviamente isso tudo sem falar da armadura, escudo, capacete, cota de malha escamada, enfim, um arsenal de guerra que assustaria qualquer pacato cristão de boa família tradicional. E todo esse armamento era usado tanto para defesa ou ataque.

No entanto, Jesus não curtia nem um pouco esse negócio de arma. A Bíblia Sagrada revela isso, afinal, alguns profetas do velho testamento chegaram, sim, a ter um certo conceito elevado sobre guerras e conflitos, muitos religiosos discutiam isso, mas Jesus condenou qualquer forma de uso de violência, mostrou que a violência cobra um preço muito alto de quem a utiliza. Um exemplo? “E estando ele ainda a falar, eis que veio Judas, um dos doze, e com ele grande multidão com espadas e varapaus, vinda da parte dos principais sacerdotes e dos anciãos do povo. E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha. Então Jesus lhe disse: Mete a tua espada no seu lugar; porque todos os que lançarem mão da espada, pela espada, morrerão.” (Mateus 26:47, 51, 52).

Além disso, os discípulos de Jesus nos primeiros séculos após sua morte eram avessos à violência: “Se possível, no que depender de vós, sede pacíficos para com todos os homens”, (Romanos 12:18). Mais um exemplo? Bem, é sabido que os primeiros pais da igreja, incluindo Tertuliano e Orígenes, afirmavam que os cristãos não podiam tirar uma vida humana, um princípio, aliás, que os impedia de fazer parte do exército romano. (The Encyclopedia of Religion).

Portanto, fica muito feio, mas muito feio mesmo (também desrespeitoso), um representante de uma nação dizer o que disse em um país de múltiplas crenças religiosas, como o nosso. Ainda mais depois de muitas mortes acontecidas em seu governo, prova disso tem sido a letargia na compra de vacinas contra a Covid-19. Aliás, é bom lembrar que muitas famílias ainda sentem as perdas de seus entes queridos, por certo mereceriam palavras de conforto, de carinho, empatia, seria o mínimo que um governante responsável, civilizado, poderia fazer, não é mesmo? Ainda mais em um dia santo!

TEMPOS NEGACIONISTAS NO BRASIL

O Negacionista
Imagem via Canva

O NEGACIONISTA

Negam o golpe militar de 64. Negam o atual golpe parlamentar. Também negam racismos. Negam os povos indígenas. E, como não haveria de ser, negam a esquerda, achando que só eles, a direita, deve existir.

Para tanto, negam suas mentiras, suas injúrias, suas calúnias. Negam até a rachadinha, negam a corrupção em família. Também negam desmatamentos, queimadas, negam a fome, negam moradias, negam trabalho, negam direitos humanos, negam o direito trabalhista. Negam até o genocídio, as chacinas, negam a vacina, negam a constituição, o povo, a nação. Negam o voto eletrônico.

Obviamente, negam a corte suprema, o estado de direito democrático, o cidadão, negam a coletiva de imprensa, negam a cultura, negam o debate, negam o petróleo é nosso, negam a nossa energia, soberania, enfim, negam e só negam; no entanto, somente não negam em dar o joiinha, polemizando ilusões mais ainda.

ALGO FORA DO COMUM

Caveiras

Chacina, milícia, asfixia. Fantasia, apologia, psicopatia, turbulência. Chacina, milícia, asfixia. Mesquinharia, esquizofrenia, moralista. Entrevista, hipocrisia, nada a declarar. Chacina, milícia, asfixia. Armadilha, rachadinha, punguista. Chacina, milícia, asfixia. Arminha, mentira, risadinha. Piadinha, balinha, cabecinha. Chacina, milícia, asfixia. Fundamentalista, extremista, terrorista. Nazista, fascista, exibicionista. Fakenista, gabinete do ódio, propagandista. Chacina, milícia, asfixia…

Reflexão

Enfim, tem algo fora do mais comum atual, pode apostar que tem. Não serão as três palavras que se repetem quase o tempo inteiro na conjuntura da realidade social política brasileira?

PRECISA DESENHAR?

Getúlio e Lula - Petrobras

PRECISA DESENHAR?

Descobri o petróleo na década de 70. Foi no bairro do Zumbi, menor bairro do Rio. Fica na Ilha do Governador. Chamávamos de piche o óleo já processado. Existia em todo lugar, inclusive no calor do asfalto, quando sentíamos o piche amolecido sob nossos pés. O cheiro também era forte. Nessa época já existia a Transpetro na Ilha D'água. Víamos os navios atracando e por vezes aconteciam vazamentos de óleo, as praias ficavam tomadas de manchas sobre as rochas costeiras, sobre as roupas e sobre nossas peles, então elas também passaram a existir em nossas vidas, cotidianamente.

O petróleo é muito antigo. Claro, não tão antigo quanto a idade do planeta. Este tem cerca de 4,5 bilhões de anos, já o petróleo, cerca de apenas 500 milhões de anos, pelo que andei lendo a respeito. Sua origem está relacionada à decomposição de seres orgânicos, especialmente plânctons, tipo adubo natural de baixo teor de oxigênio. Evidentemente, não como adubo doméstico, afinal a decomposição leva milhões de anos para se acumular em várias camadas no subsolo, isso inclui seus derivados, como o carvão mineral e o gás natural.

Desde a Antiguidade, temos registros desse material utilizado em antigas civilizações. Os egípcios, por exemplo, utilizaram até para embalsamar seus mortos. Os povos pré-colombianos e os babilônios o usaram na pavimentação de estradas. Em 1850, na Escócia, James Young descobriu que o petróleo podia ser extraído do carvão e xisto betuminoso. Então, em 1859, na Pensilvânia, foi perfurado o primeiro poço de petróleo do mundo por Edwin Drake. A partir daí a coisa engrenou de vez, tornando a produção já em escala industrial.

No Brasil, a existência do petróleo era baseada no relato de populares no regime imperial, devido ao betume na Bahia, chamado de "lama preta". Contudo, ninguém possuía contatos influentes para investir em pesquisa. Somente em 1932, o presidente Getúlio Vargas deu início ao achado. Em 1938 criou-se o Conselho Nacional do Petróleo e, em 1939, o primeiro poço foi encontrado no Lobato, Bahia. Finalmente, em 1953, criou-se a Petrobras, iniciando a exploração em águas profundas.

Com o tempo, o Brasil dominou a tecnologia de exploração ultra profunda. Aí o olho dos acionistas cresceu. Em 1997 (governo FHC), uma lei aprovou a extinção do monopólio estatal. Em 2006 atingimos a autossuficiência e, em 2007, a descoberta do pré-sal. Contudo, a expectativa de lucros foi gananciosa no âmbito político. Dilma Rousseff, reeleita em 2014, sofreu o golpe parlamentar sob a desculpa da pedalada fiscal, pois o PT mantinha uma política social que delimitaria lucros exorbitantes aos mais ricos para favorecer os mais pobres. Com apoio dos EUA, a Lava-Jato entrou em cena para interromper esse processo.

Hoje, isso ficou mais fácil do povo perceber. Em 2023, a Petrobras irá completar 70 anos de existência. No entanto, o governo anterior quis vendê-la a preço de banana (a mesma exibida no cercadinho), por entender que a empresa não traz lucro, somente "dor de cabeça". Consulte, relembre, reflita, porque esta imagem ficará para sempre na História.

Nota: A Ilha D'água localiza-se no interior ocidental da Baía de Guanabara, onde se realizam operações de cabotagem, facilitando o transporte de diversos produtos de petróleo.

O VERBO DESISTIR ESTÁ EM VOGA

O Verbo Desistir

O VERBO DESISTIR ESTÁ EM VOGA

Volta e meia tenho dúvida com a palavra. Sim, outro dia fui procurar a palavra desistência. Não lembro qual foi o motivo. O importante é a gente sempre acabar descobrindo algo mais. Por exemplo: todo mundo sabe que a palavra desistência vem do verbo desistir, no entanto, possui vários significados similares. Começando pelo ato de abdicação, renúncia, desinteresse, prescindir voluntariamente... até o modo mais popular: dar no pé, abandonar o barco.

Já pelo termo informal, coloquial, em modo mais chulo, o verbo desistir também pode significar defecar, evacuar. Caramba, juro que não sabia! Penso que, se tivesse procurado no dicionário impresso, não teria notado. Achei interessante o dicionário virtual proporcionado pela Oxford Languages via Google. Isso facilita a pesquisa, e muitas vezes uma ideia puxa outra.

Digo tudo isso porque estava há pouco lendo manchetes de notícias: Milton Ribeiro desistiu do acesso prévio ao Enem; Mamãe Falei desistiu de querer ser governador; o Partido Liberal desistiu de censurar o Lollapalooza; Milton Ribeiro, de novo, desistiu do cargo; Luciano Hang desistiu de ser senador; Daniel Silveira desistiu de dormir na Câmara; Queiroga desistiu de decretar o fim da pandemia; Eduardo Leite, João Dória e Sérgio Moro... todos desistiram.

Epa! O último nome chama atenção. Sérgio Moro já havia desistido antes: desistiu de ser juiz para ser ministro; desistiu de ser ministro para ser presidente, mas logo desistiu de novo. Três desistências seguidas dão direito a pedir música no Fantástico! A essa altura, até a "3ª via" já desistiu. Desse jeito não dá. Se continuar essa lengalenga, acabarei desistindo de ler jornal. Sinto-me até um idiota.

Como os eleitores suportam a ideia de terem sido enganados? O golpe parlamentar — confessado até pelo Temer — mostrou que políticos derrotados nas urnas buscam o poder por atalhos. Desde a redemocratização, os militares e a elite conservadora sempre deram a "letra da música". Mas a partir de 2002, com Lula e depois Dilma, precisaram aguentar anos de derrotas até que a estratégia do golpe, alimentada pela mídia, funcionasse em doses homeopáticas.

Tive um AVC alguns anos atrás, por isso, por via das dúvidas, fui refrescar a memória no YouTube. De tanto ouvir sobre desistência, lembrei de Dilma dizer justamente o contrário: "Não desistam da luta", ela disse em alto e bom tom. Esse verbo não faz parte do nosso vocabulário real, mas é tudo o que a mídia vende nesse período caótico.

Ainda tentam me convencer com farsas e Fake News. No entanto, não importa o jogo sujo desse governo: não desistirei. É uma luta permanente que exige esforço e dedicação constante. Como disse a presidenta: "Sempre vale a pena lutar pela democracia, jamais desistir". Por isso, mesmo que este verbo esteja em voga, eu não desistirei.

O BIOTERRORISMO E AS ARMAS QUÍMICAS

Peste Negra
No século XIV aconteceu a peste-negra. Tinha esse nome popular porque causava manchas negras na pele devido às infecções provocadas pelo bacilo. Também ficou conhecida como peste bubônica. A doença era transmitida por ratos, mas na época ninguém desconfiava disso.
O Rato
Ora, todo rato tem pulga. Naquela época, a higiene não era lá essas coisas. A pulga pulava do pelo animal para o ser humano e o bacilo "deitou e rolou" geral em vários povoados.
Causas Sobrenaturais
Como a ciência biológica não existia, as causas eram atribuídas ao sobrenatural: castigo de Deus ou coisa do demônio. Culparam estrangeiros, imigrantes e judeus, gerando grande tensão política e social.
Médico da Peste
Médicos europeus perceberam o contágio respiratório e passaram a usar máscaras exóticas com bicos de aves. Enquanto isso, militares começaram a usar cadáveres infectados como tática de guerra, lançando-os sobre cidades inimigas, como em Kaffa (1346).
Indígenas
No século XV, o europeu trouxe a varíola para a América. Em 1767, os britânicos realizaram um genocídio intencional ao "doar" cobertores contaminados com varíola aos nativos norte-americanos. Uma epidemia planejada.
Guerra Química
Na 2ª Guerra, os nazistas usaram o gás Zyklon B para extermínio em massa. Anos depois, no Vietnã, os EUA usaram o Agente Laranja, destruindo a natureza e vidas. A guerra química tornou-se o terror mais rápido e eficiente.
A tática dos tártaros de 1346 continua em prática. Entre acusações mútuas de potências globais e relatórios sobre experimentos biológicos modernos, ficamos com a pulga atrás da orelha: qual dos séculos é, de fato, o mais bárbaro?

OS HERÓIS UCRANIANOS

O que está acontecendo na Ucrânia para estes soldados quererem postar uma foto como esta? Serão mesmo soldados de verdade? Será que entendem o que realmente aconteceu no país? Já são quase 80 anos! De lá para cá, passaram-se mais de três gerações. Será que posam na foto como se o passado fosse um fato histórico sem relevância?

Esta foto não representa o povo ucraniano. Foi caso de vida ou morte para salvar o mundo da praga nazista! Restam poucas pessoas vivas que tenham vivido este conflito mundial. O exército alemão invadiu a União Soviética em 22 de junho de 1941, iniciando uma guerra que durou quatro anos. No total, o número de ucranianos que lutou no exército soviético foi entre 4,5 e 7 milhões.

A maioria dos combates na Segunda Guerra Mundial ocorreu na frente oriental. As hostilidades cobriram toda a Ucrânia e a Bielorrússia, onde a Alemanha perdeu 93% das suas tropas. No território ocupado, houve um genocídio contra o povo judeu e o restante da população. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram deportadas para trabalhos forçados na Alemanha.

O regime de ocupação brutal aplicado pelos invasores elevou o sentimento anti-germânico. Uma das consequências imediatas foi o desenvolvimento de movimentos rebeldes e guerrilheiros nacionalistas. As células de guerrilha mais famosas operaram na Ucrânia; nomes como Kovpak, Vershyhora e Rudnev tornaram-se lendários. A ausência de uma retaguarda confiável, graças às ações desses guerrilheiros ucranianos, foi uma das principais razões para a derrota alemã na Frente Oriental.

Afinal, quem são estes "soldados"? Não serão caçadores de likes nas redes sociais? A Ucrânia não merece isso.

O VOTO RESPONSÁVEL

Título de Eleitor

FREE IMG CANVA

O título parece um clichê, mas não faz muito tempo que esse documento voltou à baila para escolher o presidente da República. Foi depois das Diretas Já. José Sarney assumiu após o fim da ditadura e, a partir de então, a eleição voltou a ser responsabilidade do eleitor. Tivemos Collor e seu impeachment; Itamar Franco; o sucesso e a reeleição de Fernando Henrique Cardoso; e o período de Luiz Inácio Lula da Silva, que indicou Dilma Rousseff.

Dilma foi reeleita, mas sofreu o que a sociedade soube ser um golpe parlamentar, assumindo o vice, Michel Temer. Na sequência, venceu Jair Bolsonaro, uma vez que Lula, favorito nas urnas e vítima de Lawfare, ficara fora do pleito. Agora, o voto responsável entra novamente em cena. Isso requer uma avaliação pelo histórico pragmático dos candidatos.

"O auxílio-moradia eu usava pra comer gente"; "Vamos fuzilar a petralhada"; "Não sou coveiro"; "É só uma gripezinha"; "A empregada doméstica não deveria ir pra Disney"; "A gente deveria aproveitar a pandemia pra passar a boiada".

São muitas frases e quase nada de serviço. Se o eleitor já esqueceu a trajetória desses quatro anos, existe um vasto material de checagem no Google e nas redes sociais. Mas verifique a fonte! Todo cuidado é pouco com as fake news, ferramentas sofisticadas para confundir cabeças inexperientes.

O mais importante é escolher o próximo presidente sem precisar se arrepender depois. Garantir um futuro melhor para as próximas gerações depende de nós. O voto responsável parte de cada um; não se deve brincar com isso.

NEM TUDO SE VIVE SÓ DE CLICHÊ

Imaginemos duas situações. Você é um cara bem conhecido, bem quisto, respeitado no seu pedaço de chão. De repente, o vento muda de direção e começam a te acusar por um suposto crime que você não cometeu. De repente, te acusam disso e daquilo, com efeito devastador. Quase todos parecem os donos da verdade e acreditam em calúnias contra a tua nobre pessoa.

Podem até te levar em cana, preso sumariamente! Você fica meses sem poder explicar que "tomada elétrica não é focinho de porco", que isso foi uma baita sacanagem. Mesmo assim, você é condenado em primeira e segunda instância, como uma patrola passando por cima de tudo. Finalmente, após muito esforço jurídico, você é inocentado em terceira instância. A justiça tarda, mas não falha?

Agora imaginemos o oposto: inocentado nas duas primeiras, mas condenado na última! O que importa aqui é que você ficou preso erradamente por quase 600 dias. De fato, nossa sociedade tem essa postura austera de "primeiro se prender para depois se julgar", herança de um passado colonial que massacrou povos indígenas e afrodescendentes.

Vivemos o trauma de uma ditadura militar e a opressão constante sobre os trabalhadores mais pobres, as comunidades faveladas e os nordestinos. O preconceito enrustido e a ignorância racista culminam em episódios como o do imigrante congolês morto a pauladas — um fiasco brutal que logo vira "fogo de palha" na memória nacional.

Tudo isso aconteceu com o Lula. Assistimos ao espetáculo midiático pela TV. E agora o algoz, o ex-juiz que virou ministro (e não ganhou a vaga no Supremo), vira candidato a presidente com a cara de pau de continuar acusando quem já nem responde a processo nenhum. Se fosse nos "States" que ele tanto idolatra, garanto que já estaria preso sem mimimi!

Eles pensam que somos massa de manobra. No mato sem cachorro, o povo é bombardeado por WhatsApp e fake news o dia inteiro. São tantas imundices, tantas falcatruas. Assistimos a assistentes de algozes fazendo PowerPoint desesperado em redes sociais. Não há cristão que aguente esse descalabro.

Precisamos mudar, mas sem "arminha" nos dedos e sem mamadeira de piroca! Somos gente de carne e osso, não somos logaritmos. Foram quatro anos postos fora e levará muito tempo para consertar o estrago. O que será de nós, o que será do nosso país?

PESADELO MADE IN BRAZIL

Derrame de óleo no mar. Desmatamentos empilhando caminhões de madeiras. O fogo ardendo as matas verdejantes. Pau-Brasil é coisa do passado, isso lá em 1500. Agora é torresmo de bichos silvestres assados no carvão da mata deitada. Crateras de minério imitando meteoros de Lua sobre a Terra plana. Montanhas inteiras roubadas à luz do dia. Desabamentos de chão asfaltado engolindo fatias de estradas. Rios lamacentos afogando bairros, cidades.

Enquanto isso, o vírus adora o festerê maravilhado, empolgado, abraçando aglomerações de seguidores abestalhados. Ambientalistas são assassinados. Hospitais cada vez mais lotados. Enfermeiras chorando pelos corredores, médicos desesperados, tristeza em cada olhar. No mais, está tudo bem.

A infâmia, o escárnio, a mentira, o escândalo, o ridículo, todos a caminho dos bueiros, arrastando a verdade pelos cabelos. E os urubus, por enquanto, de asas recolhidas, em repouso, todos eles amontoados às bordas dos altos prédios, em silêncio fúnebre, somente aguardam pacientemente o desenlace dos vermes florescer.

Mas, espera, não se afobe, ainda tem alguém ali na esquina assobiando "Aquarela do Brasil". Será outro tresloucado, alienado, ou será outro pobre esperançoso, resistindo…