BOMBARDEIOS EM GAZA

(Imagem: Pixabay)

CONFLITO EM GAZA: ENTRE A GEOPOLÍTICA E A VERDADE

O líder do grupo Hezbollah, Hassan Nasrallah, em pronunciamento recente, alertou para a gravidade da situação em Gaza, convocando o mundo árabe a uma resposta conjunta. Nasrallah classificou as ações como genocídio e sugeriu o corte do fornecimento de petróleo e gás a Israel caso o conflito persista.

Até mesmo Joe Biden, ainda que de forma moderada, pediu a cessação da violência. No entanto, nem o clamor global, nem as manifestações populares — que incluem milhares de judeus ao redor do planeta — parecem demover Israel da mobilização armada.

Chama a atenção a postura da nossa mídia doméstica. O jornalismo convencional brasileiro, salvo raras exceções, não tem colaborado com a ética necessária, parecendo brincar com a opinião pública. Nesse cenário, filtrar a informação torna-se um exercício de sobrevivência intelectual, onde as redes sociais, por vezes, têm se mostrado mais dignas com a realidade.

"O que mais me surpreende é ver que o povo judeu, após sofrer duramente o Holocausto, parece ter esquecido as lições da história. É doloroso observar um líder judeu buscar a eliminação de outro povo. Essa reflexão sobre ser o 'povo escolhido' parece conceder a alguns o direito à exclusividade e à posse de uma verdade absoluta, como se o mundo lhes pertencesse por direito divino."