NOS TRILHOS DO MUNDO: EUA E EUROPA
E O ATRASO BRASILEIRO
Uma análise comparativa sobre a eficiência e o investimento ferroviário
Uma análise comparativa sobre a eficiência e o investimento ferroviário
O sistema norte-americano é um híbrido complexo. Enquanto o transporte de passageiros de longa distância é mantido pela estatal federal Amtrak, os sistemas urbanos variam: o metrô de Nova York (MTA) é público, enquanto Chicago (CTA) utiliza uma agência privada. Já o transporte de carga é quase exclusivamente privado, dominado por gigantes como a Union Pacific e a BNSF, que gerem uma rede monumental de costa a costa.
No Velho Continente, o Estado é o protagonista. O transporte ferroviário é predominantemente público e altamente integrado. Gigantes estatais como a Deutsche Bahn (Alemanha) e a SNCF (França) comandam tanto passageiros quanto carga. As exceções ficam para países como a Noruega, onde a infraestrutura é estatal, mas a operação dos trens é delegada à iniciativa privada.
| Região | Malha Ferroviária | Cidades com Metrô |
|---|---|---|
| EUA | + 225.000 km | 39 regiões |
| Europa | + 200.000 km | 43 regiões |
| Brasil | ~ 30.129 km | 13 regiões |
Nosso sistema é uma colcha de retalhos de gestão pública e privada. O transporte de passageiros é limitado: temos a CPTM em São Paulo como expoente público, enquanto a operação de carga é totalmente privatizada (Vale, Rumo, MRS). O grande gargalo brasileiro é histórico: a falta de investimento e a prioridade absoluta dada aos modais rodoviário e aéreo.
Em suma, enquanto EUA e Europa tratam os trilhos como espinha dorsal da economia e da mobilidade, o Brasil ainda engatinha, preso a uma malha sete vezes menor que a de seus pares desenvolvidos.