DE TRAGÉDIA EM TRAGÉDIA ALÉM DO BANG-BANG

Tantas atrocidades ao meio de bizarrizes acontecendo em simultâneo. Os meios tornam-se os fins, os fins tornam-se os meios, e fica tudo por isso mesmo. Ora, para que explicar, se desde o começo tudo ficou assim, quando a placa com o nome de Marielle Franco, por exemplo, foi rasgada em plena campanha eleitoral?

Para que explicar os motivos que levaram ao incêndio do Museu Nacional? Lembremos da tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria. O prédio não havia nem sequer saída de emergência. Esses exemplos não evocariam uma advertência quando também ocorreu a tragédia de Brumadinho após a tragédia de Mariana?

E o que dizer das queimadas no Amazonas e o óleo derramado no Nordeste? Agora são notícias de assassinatos constantes. O ano de 2019 não deixou passar despercebido o músico fuzilado com mais de 80 tiros ou a morte da menina Agatha. São crimes com responsabilidade do Estado por avalizar o excludente de ilicitude defendido pelo próprio presidente.

Daí tragédias além do bang-bang. São mortes de inocentes que morrem continuamente. Recentemente, a morte de nove jovens que não possuíam histórico criminal, exceto que viviam em periferias de São Paulo. Ora, que fosse baile, balada ou pancadão, nada poderá justificar tamanha opressão, nem mesmo o direito de calar a tiros vizinhos barulhentos.

Afinal, que espécie de sociedade este país está se tornando?

Texto: Juidson Campos