Ainda me lembro do Lula saindo da sede do sindicato dos metalúrgicos para se entregar à Polícia Federal. Saiu "sozinho", a pé. Muitos entendiam que a presidenta Dilma Rousseff errara em confiar nas decisões do Congresso e Senado; com Lula não seria diferente, pois Dilma sofrera o golpe “com supremo com tudo”. Lula foi preso sem mesmo a decisão transitar em julgado.
De lá para cá, já se passaram 200 dias e ele continua em confinamento, incomunicável, como se fosse uma ameaça absoluta — medida que não se aplica nem a bandidos de alta periculosidade. Lula não é criminoso. Onde estão as provas? O tal tríplex foi confiscado do patrimônio da OAS e não do dele. Criou-se um espetáculo midiático; martelaram dia e noite em cima dessa cruz.
Passaram-se 200 dias e o mesmo juiz que o condenou agora será o ministro da Justiça no governo Bolsonaro. Lembre-se de que este mesmo juiz dissera que não entraria para a política. O que foi essa mudança de repente? Será que a farsa não ficou evidenciada? A ingenuidade é aceitável em crianças, mas nos esclarecidos, o nome disso é hipocrisia ou acovardamento.
Sou um mero cidadão comum, mas estou insatisfeito. Esqueceram o que foi feito em seu governo? Considero um total desrespeito da nação brasileira. Quem tem dúvida, analise as incoerências. Quando for passar férias no exterior, possivelmente ouvirá: "És do país cujo presidente quis tirar o povo da miséria e vocês simplesmente não o deixaram fazer isso? Quando esse jeitinho brasileiro terá fim?"
Texto: Juidson Campos