A MORTE

A morte natural é tão fria.

É cruelmente gélida, absurda.

Se apaga concretizando a chama diminuta no pavio.

Também a morte da chama derretida,

Todo o belo sonho desmedido,

Eternidade de outrora

Neste mero brilho pálido de agora.

Aqui jaz afogado o líquido rígido,

O calor morno da cera movediça,

Ar das entranhas da resistência química,

Resto de luz súbita para o além-distante:

O último suspiro de vida.

Texto: Juidson Campos