CONVERSAS QUASE LÍRICAS (II)

O poema ela não lia.

Não escrevia a vida, sentia.

Nada existia o verso, vivia.

Não existia a rima, sofria.

Nem a voz calada, emitia.

Era tão belo admirar.

Era sempre tão doce constatar:

O brilho do seu olhar a me olhar.

Texto: Juidson Campos