RÉQUIEM

Nós, morre, sim.

Ela, a morte, é singularmente plural.

Sim, mais de uma vez

Perdem-se as contas de quantas vezes

Se morre em cada amanhecer.

A existência nem liga, esquece de nós:

Eu de você, você de mim.

Sim, nós morremos com os dias.

Não adianta lamentos, suspiros.

A vida não sabe mais mentir como antes,

Quando a verdade da morte parecia até nunca existir.

Texto: Juidson Campos